O mal que está fazendo a cabeça de nossa juventude!

 

Nada foi tão comentado nos últimos dias no Brasil, do que o polêmico jogo de fazer sofrer: Baleia Azul! O jogo se tornou assunto de todas as rodas de conversas, o grande cenário de apresentação são as redes sociais, mas não há uma roda de conversa que não aborde o tema, e a reação da população brasileira são diversas, alguns consideram uma obra do mal, outros fazem chacota da situação, hostilizam as noticias, fazem chacotas e criam um cenário cada vez mais propicio para propagação do jogo, de despertar cada vez mais a curiosidade e apresenta a estratégia utilizado como algo simplório. Um certeza podemos cravar, a tal “brincadeira/jogo baleia azul” é assustador, aterrorizante, um crime, por conseguir chegar onde as instituições religiosas, a escola, nem a família consegue, o sofrimento de uma geração cada vez mais tomada pelo medo e o sofrimento de cada dia.

Nessa semana foi constatado casos de auto mutilação no município de Mantenópolis, e diversos indícios de envolvimento de um número cada dia maior de adolescentes no jogo. Fica evidente a necessidade de uma ação conjunta emergencial das instituições religiosas, escolas, famílias e o setor público em prol da preservar da integridade de nossa juventude. 

Para entender como lidar com essa situação, buscamos informações em dois importantes veículos de comunicação nacional, os jornais O Dia e Estadão.

Pais devem aumentar diálogo e vigilância

Para o psiquiatra Jorge Jaber, da Associação Brasileira de Psiquiatria, os pais devem estabelecer diálogo aberto para entender o que se passa na vida do filho. “É importante que não tenham atitude persecutória. O jovem tende a rejeitar tom de briga”.

Se há mudança comportamental, a recomendação é procurar um profissional de saúde. “Proibir o acesso às redes é muito difícil. Por isso, os pais precisam ficar atentos aos conteúdos que os filhos acessam”, recomenda a psicóloga Ana Café.

O Facebook diz que proíbe o cadastro de menores de 13 anos e, se os perfis forem denunciados, podem ser removidos. Desde junho, a rede social disponibiliza ferramenta que incentiva amigos a relatar publicações de caráter depressivo. O autor recebe notificação com orientações para procurar ajuda.

Atenção aos sinais

Pedro de Santi (psicanalista e Líder da Área de Humanidades da graduação da ESPM-SP) reforça que, quando este tipo de assunto vem à tona, há uma tendência de as pessoas falarem que a culpa é da tecnologia. “O problema é como ela é mal utilizada a quem está entregue”. E completa, “você sabe que é um bom usuário de tecnologia se conseguir se desligar de vez em quando. Se isso não ocorrer, tenha certeza de que não está usando a tecnologia, mas sim sendo usado por ela”.

Mais especificamente sobre o “Jogo da Baleia Azul”, ele, que também é especialista em comportamento de crianças e jovens, diz que dentro do universo juvenil existe muito a autoafirmação, que é evidenciada em diferentes ações como rachas de automóveis, fazer selfies em lugares perigosos (correndo, efetivamente, risco de morte), entre outros. Ser desafiador é uma forma de se tornar respeitado e uma espécie de “influencer” para este grupo de pessoas.

O professor também aponta que entrar em jogos e competições como esses são mais comuns para jovens comprometidos emocionalmente. “Podemos presumir que, dificilmente, um jovem que não tenha um quadro de vulnerabilidade anterior se deixe levar por algo assim. Um jogo que envolve mutilação e suicídio vai atrair esse público vulnerável”.

Rodrigo Vilela

 

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