Austrália detecta pessoas infectadas pela nova variante do coronavírus

Motoristas fazem fila para passar pelo teste de infecção do coronavírus na cidade de Sydney, na Austrália, em 21 de dezembro de 2020 — Foto: Loren Elliott/Reuters

Itália, Espanha e Suíça também já encontraram pessoas infectadas pela nova cepa do coronavírus que foi identificada no Reino Unido. De acordo com o governo britânico, a variante é 70% mais transmissível que a original.

A Austrália afirmou nesta segunda-feira (21) que detectou infecções pela cepa de vírus mais transmissíveis identificada no Reino Unido.

Duas pessoas que viajaram do Reino Unido para a Austrália carregaram a variante do coronavírus que passou por uma mutação.

As duas pessoas estão em quarentena em um hotel.

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Houve uma alta de infecções em Sydney, mas não há nenhuma relação com a nova cepa. Voos domésticos foram cancelados. Foi decretado lockdown em uma região de Sydney onde vivem cerca de 250 mil pessoas.

A Itália também encontrou um paciente infectado com a variante do coronavírus. A descoberta aconteceu após o país decidir suspender voos vindos do Reino Unido.

A Suíça e a Espanha também já encontraram infecções com a nova cepa.

A nova variante

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse neste sábado (19) que a nova mutação de coronavírus localizado no Reino Unido pode ser até 70% mais transmissível, segundo análise preliminar.

Não há evidências de que a variante provoque casos mais graves ou com maior índice de mortes, nem mesmo que seja resistente às vacinas. Entretanto, se confirmada por estudos científicos, a mutação não será a primeira a trazer vantagens para a transmissão do Sars-Cov-2.

De acordo com o líder médico da Inglaterra, Chris Whitty, “como resultado da rápida disseminação da nova variante, dados de modelagem preliminares e taxas de incidência em rápido aumento no sudeste”, o país “agora considera que a nova cepa pode se espalhar mais rapidamente.”