Atritos entre Assembleia e o Governo já foram superados, afirma líder

Depois de um ano com alguns princípios de rebelião na Assembleia, principalmente no início do mandato do governador Renato Casagrande (PSB) e com a possível filiação do ex-prefeito Max Filho (PSDB) no PSB, o líder do Governo na Casa, o deputado Marcelo Coelho (PDT), afirma que os “atritos”, como prefere dizer, já foram superados. Em entrevista ao Folha Vitória, o pedetista afirma ainda que o ano de 2011 foi encerrado com saldo positivo, já que todas as matérias enviadas pelo governo foram aprovadas e os vetos mantidos pelos deputados.

Confira a entrevista na íntegra:

Folha Vitória: Qual é o balanço que o senhor faz desse ano como líder do Governo na Assembleia?

Marcelo Coelho: Foi um ano de trabalho intenso, de muito diálogo e com resultados positivos. Não poderia ter sido um ano melhor. Aprovamos todas as matérias enviadas pelo Governo e todos os vetos foram aceitos pelos deputados. Especialmente para mim foi um ano abençoado, de muito aprendizado e no qual construí novas amizades. A relação da Assembleia com o Governo do Estado foi muito transparente, verdadeira para dar ao governador Renato Casagrande (PSB) a governabilidade necessária para tocar os projetos em favor dos capixabas.

FV: E qual é a expectativa para este ano, que deve ser difícil para os capixabas principalmente pelas ameaças que rondam as receitas do Estado?

MC: Acredito que 2012 vai ser um ano de trabalho muito árduo, com toda a equipe do Governo e nossa bancada federal trabalhando para superar esses desafios. Acredito que vamos conseguir superá-los e manter a capacidade de investimentos para o estado do Espírito Santo.

FV: Esse ano haverá escolha para novo líder da Casa. O senhor gostaria de ficar?

MC: Quando o governador me convidou ele falou que se tudo tivesse caminhando bem podia ficar até março, mas pode ser que fique até mais adiante. A preparação para as eleições começam mesmo a partir de junho, quando começa a se intensificar a campanha. Eu como sou pré-candidato fica incompatível exercer a função de líder, já que é uma função que exige uma dedicação grande, uma presença ativa na Assembleia. Não tenho como conciliar sendo líder e candidato. A escolha do líder é uma decisão única do governador. Muitos deputados têm colaborado bastante com o governo e qualquer um deles pode exercer essa tarefa.

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FV: Esse ano a Assembleia teve alguns desgastes com o governo. Eles já foram superados?

MC: Não teve desgaste nenhum. Primeiro todas as matérias foram aprovadas. Não teve nenhum atrito, o que houve foram pequenas divergências partidárias que através do diálogo, conduzido pelo governador, foram superadas. Não houve ruptura, muito pelo contrário. No final do ano, por exemplo, o governador promoveu um almoço e todos os deputados estavam juntos. O único que não estava presente foi o deputado Marcelo Santos que justificou sua ausência porque estava em outro compromisso. Isso demonstra e comprova a ótima relação do Legislativo com o Governo do Estado.

FV: 2012 é um ano eleitoral, muitos deputados devem se candidatar. O senhor acredita que haverá prejuízos nos trabalhos devido a essas candidaturas?

MC: Acredito que não. Eles vão saber separar a nossa atividade parlamentar do processo eleitoral. Isso será bem conduzido também pela liderança do governador na Assembleia e pela sensibilidade de cada parlamentar.

FV: O senhor é pré-candidato para disputar a prefeitura de Aracruz. Como estão as negociações para atrair maior número de lideranças em torno da sua candidatura?

MC: Tenho conversado bastante com nossos candidatos a vereador, com lideranças religiosas, comunitárias e empresariais. Estamos construindo um projeto para apresentar à sociedade de Aracruz. Hoje o candidato tem que cumprir o que promete e acredito no nosso projeto de mudança. O município precisa melhorar muito, na saúde, educação e também na questão da segurança pública. Uma das primeiras coisas que vou fazer, se for eleito, é fazer um planejamento estratégico, pensando em Aracruz para os próximos 20, 30 anos. É importante que esse planejamento seja feito junto com a sociedade para que possamos encontrar os caminhos adequados e fazer de Aracruz ainda mais bela e mais promissora.

FV: Recentemente o município de Aracruz virou notícia devido à participação de integrantes do Legislativo e até do Executivo em casos de corrupção. O senhor acredita que é possível resgatar a credibilidade do eleitor diante desta realidade?

MC: É possível sim mudar essa realidade. Tem que mudar. Esse ano haverá uma renovação histórica na Câmara. Precisamos mudar esse comportamento do Legislativo de Aracruz. A política mudou, nosso país mudou e a sociedade está mais exigente. Isso é bom e o político precisa se atualizar. Não se pode mais fazer campanha como se fazia. Hoje é preciso conquistar o voto do eleitor através do projeto de governo e com isso conquistar sua confiança.