Às voltas com um carro elétrico

“Parecem robôs gritando”, disse meu filho enquanto descíamos de carro uma tranquila rua do subúrbio.

Muitos motoristas de primeira viagem de carros elétricos comentam o inquietante silêncio, a falta de um ronco quando você gira a chave na ignição e nenhum dos barulhos satisfatórios de se acelerar o motor. Alguns acham isso charmoso e futurista, outros ficam um pouco assustados.

No quase-silêncio do Smart ED, o puramente adorável veículo elétrico com engenharia da Mercedes-Benz, há esse outro silêncio, o lamento fino do trem de força girando as rodas. O que parecia ao meu filho gritos fracos de robô parecia a mim uma espaçonave.

Porém, eu sempre quis viver no futuro, em que os carros são práticos, a preço acessível e movidos a eletricidade. Carros voadores e mochilas a jato seriam ainda melhores, mas um carro silencioso como um sussurro movido apenas a elétrons seria um ótimo começo.

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Infelizmente, depois que se dá partida num dos carros elétricos de hoje, não se consegue ir muito longe. O diretor Albert Brooks resumiu recentemente o problema de marketing dos elétricos numa mensagem no Twitter sobre o modelo da Nissan: “pensando em comprar um Leaf, mas não quero dar autonomia a todas as minhas outras ansiedades”.

Mas autonomia não é tudo. Fabricantes de carros esperando vender modelos elétricos sabem que eles atendem aos padrões de direção de muitos clientes potenciais, especialmente nas áreas urbanas.

O interesse nos veículos é alto. Muitas árvores e muita tinta foram sacrificadas para descrever o longo caminho que Elon Musk trilhou até a produção do Tesla Roadster e seus mais de US$ 100 mil e seu sedã Model S, que a empresa espera vender por cerca de metade desse valor. O Nissan Leaf é um astro de menor grandeza no mundo dos carros verdes. O Chevy Volt alterna tão suaveamente entre o motor elétrico e a unidade a gasolina que serve de gerador e aumenta sua autonomia que a revista Popular Mechanics o citou como um “importante avanço tecnológico” de 2010.

Para essa área de completamente elétricos e semielétricos vem o modelo da Smart, que testei durante uma semana. Sou a melhor ou a pior pessoa para avaliar a nova versão, já que comprei um dos primeiros Smarts disponíveis nos Estados Unidos.