Área de construção de casas populares invadida pela cheia do Rio Doce

Bastou a primeira enchente do Rio Doce para expor as fragilidades da área de construção de quase 1,6 mil casas populares, em Linhares, parte do programa federal Minha Casa Minha Vida. O rio, que já atingiu o patamar de 5,30 metros, deixa grande parte da planície debaixo d’água. O terreno fica no bairro Aviso, às margens da estrada que liga Linhares ao balneário de Pontal do Ipiranga. A previsão de entrega das moradias é no final deste ano. E o nível do manancial continua a subir.

Continua depois da Publicidade

Powered by WP Bannerize

Ainda não há moradores na área. Ao todo, são construídas 1.592 casas, que devem servir de residência para cerca de dez mil pessoas. O Rio Doce, que às 17h desta sexta (6), atingiu o patamar de 5,30 metros, já alaga a parte da planície onde acontecem as obras. No entanto, a tendência é de que o nível do rio chegue a 5,60 metros logo no início da manhã deste sábado (7).

Em nota, a prefeitura de Linhares informou que as construções fazem parte do programa de habitação do Governo Federal, Minha Casa Minha Vida. As obras envolvem também a Caixa e uma parceria com o poder executivo municipal. Mas, conforme destaca a nota, a prefeitura é responsável apenas pela documentação e a viabilização de rede de esgoto e água.

A Caixa informou, por meio de nota, que antes do início da construção do conjunto de casas, duas empresas especializadas fizeram duas análises. A primeira foi pelo risco de alagamento da área pelos próximos 30 anos e a segunda, pelo período de 100 anos. Ambos os estudos, segundo a autarquia, foram favoráveis à implantação do projeto.