Ambulância da Prefeitura de Mantenópolis capota na rodovia ES 341 e paciente morre

Uma ambulância da Prefeitura de Mantenópolis capotou, e uma paciente morreu na rodovia ES 341, em Pancas, no Noroeste do Estado. A vítima, de 60 anos, estava a caminho de Vitória, onde fazia quimioterapia.

O acidente aconteceu na entrada do Córrego Paranazinho, às 4h30 de ontem. Além do condutor, estavam na ambulância a paciente Maria Conceição e o acompanhante dela, o cunhado Arnaldo Helmer Holz, 50.

Maria fazia tratamento contra o câncer no Hospital Santa Rita havia alguns meses. Ela morreu na hora. O cunhado teve ferimentos.

A PM informou que o motorista perdeu o controle da direção em uma curva que dá início a uma descida, conhecida como Serra do Gustão. A ambulância chegou a sair da pista e a bater em uma árvore. A chuva fina e a névoa podem ter atrapalhado a visibilidade do condutor.

Alta médica

Quando a PM chegou ao local do acidente, o motorista e o carona já haviam sido socorridos. Ambos foram liberados ainda pela manhã. O corpo da paciente foi encaminhado para o Serviço Médico Legal (SML) de Colatina e até a tarde de ontem não havia sido liberado.

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A Polícia Militar encaminhou o caso para a Delegacia de Pancas. A Prefeitura de Mantenópolis informou que já abriu um processo administrativo para apurar o que aconteceu. Disse, ainda, que a ambulância é do município e estava a serviço do Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Dores.

Segundo o diretor administrativo da unidade, Hidelbrando Pinto Neto, o condutor da ambulância é servidor municipal concursado e exerce a profissão há dez anos. “Estamos chocados e tristes. E não sabemos onde o motorista se encontra”, destacou.

Segundo o diretor, o motorista é um funcionário correto e nunca provocou nenhum tipo de problema.

O delegado Carlos Pedro Alcântara Filho, de Pancas, afirmou que não consta que o servidor tenha sido submetido a exame de sangue para verificar embriaguez e que ele não pode ser considerado foragido, já que não existe mandado de prisão contra ele. O condutor, no entanto, terá que esclarecer por que deixou o hospital antes de falar com os policiais.

Polícia vai investigar o crime

Caso a investigação policial constate que o motorista estava embriagado durante o acidente, ele poderá responder criminalmente por homicídio doloso, por assumir o risco de dirigir embriagado e causar a morte.

Não há bafômetro nem exame de sangue. A saída para o delegado responsável é ouvir os médicos que atenderam ao motorista”, diz o delegado de Delitos de Trânsito, Fabiano Contarato.

Ainda cabe contra ele ações administrativas no Detran e na prefeitura, mais as ações indenizatórias, uma a favor da família da vítima e outra para o reparo da ambulância.

fonte-gazetaonline