Alunos protestam e invadem canteiro de obras em Vitória

Alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Aflordízio de Carvalho, em Maruípe, Vitória, protestaram na manhã desta sexta-feira (10) contra o atraso nas obras da unidade e a situação das salas de aulas utilizadas pelos estudantes enquanto a nova escola não fica pronta.

As atuais salas frequentadas pelos alunos são de PVC. A aluna Gisele Pereira, de 17 anos, diz que as estruturas representam um risco para os alunos.

“A situação da escola está precária, ventiladores caindo na cabeça dos alunos. Nos banheiros não há papel higiênico, não há espelho. E temos que ir em duas pessoas ao banheiro para uma segurar a porta. Além disso, os responsáveis pela obra disseram que se o teto cair na nossa cabeça, não machuca porque é de PVC”.


Os trabalhos de construção de uma nova escola são realizados ao lado da unidade desde 2009. A entrega da obra seria em 2011. Mas de acordo com os manifestantes, houve o adiamento para março deste ano, se não chover.

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Nesta sexta-feira, logo após o início das aulas, os estudantes decidiram invadir o canteiro de obras. Eles viram que a estrutura está praticamente pronta e querem utilizar o espaço o mais breve possível.

A vendedora Eleuza Aparecida Amorim, 36 anos, tem uma filha de 14 anos que estuda na unidade e diz que a situação nas salas improvisadas é crítica.

“É o primeiro ano que minha filha estuda aqui. Ela achou que iria encontrar uma escola nova, com quadra de esportes e tudo. Mas a colocaram na parte de trás, velha. Tem lugar lá que se a gente entrar, dá medo. Imagine quem estuda à noite. São lugares feios mesmo, improvisados. As crianças têm que passar por um barracão, lá é quente e não tem ventilador. O ventilador que tem está pendurado por um fio e pode cair na cabeça dos alunos”.

O gerente de edificações do Instituto de Obras Públicas (Iopes), Fábio Bortole, disse que as obras da escola atrasaram porque durante os trabalhos uma fundação oculta foi descoberta, o que fez com que o projeto tivesse que ser readequado.

Agora, as novas salas de aula devem ser entregues entre o final de março e o início de abril. Isso corresponde a 60% da obra, mas fará com que os alunos possam deixar as salas improvisadas. A próxima etapa dos trabalhos será a construção da parte administrativa da escola. Para isso, a atual estrutura terá que ser demolida. O final desta segunda etapa está previsto para julho deste ano.