Adolescente mata homem em frente da família na Serra

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Após reagir ao assalto, Alecsandro José da Silva, de 37 anos, foi baleado na cabeça por um adolescente de 16 anos, na noite desta segunda-feira (27), em frente a um bar e restaurante localizado em Bairro de Fátima, na Serra. O suspeito foi apreendido três horas depois do crime, na casa da mãe, em Val Paraíso, no mesmo município.
Foto: Laureen Bessa
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Laureen Bessa

Segundo informações, a vítima tentava retirar as filhas de dentro do veículo, em seguida entrou em luta corporal com o adolescente, que acabou disparando contra Alecsandro por duas vezes. A vítima foi atingida por um projétil na cabeça e socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento de Carapina (Upa), mas não resistiu e faleceu no hospital.

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De acordo com o delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Rodrigo Sandi More, o roubo do veículo – uma Hilux – fora encomendado. O carro seria vendido por R$ 5 mil e o adolescente ficaria com R$ 2 mil. “O adolescente confessou que atirou na vítima, mas que na verdade queria a Hilux. O carro seria vendido por R$ 5 mil e ele iria ficar com R$ 2 mil. Ele fugiu com um comparsa de carro após ter atirado contra a vítima. Ele foi apreendido em flagrante e estava dormindo na casa da mãe, como se nada tivesse acontecido”.
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Sandi More afirmou ainda que só foi possível fazer a apreensão do adolescente, pois o acusado deixou o celular cair dentro do veículo.
A arma do crime, um revólver calibre 38, não foi encontrado. A polícia acredita que a arma pertencia ao comparsa, que está sendo investigado pela Delegacia Patrimonial. Câmeras de videomonitoramento de estabelecimentos próximos e da Prefeitura flagraram toda a ação.
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Foi tudo muito rápido”, conta esposa da vítima
A esposa de Alecsandro, a vendedora Denize Maciel de Lacerda, 36, contou que a família estava indo comemorar o aniversário da filha de quatro anos, em um outro estabelecimento, mas o Alecsandro mudou de ideia e não quis ficar no local. Ao chegar no restaurante do Bairro de Fátima, ela desceu e foi pegar a filha no banco de trás, quando olhou para o marido e viu o adolescente apontando a arma para ele.
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Na hora que eu vi a arma, eu saí correndo, comecei a gritar por socorro, mas quando eu voltei desesperada, o Alecsandro deu um empurrão no bandido e voltou correndo para pegar as meninas dentro do carro, ele gritava – ‘minhas filhas, minhas filhas cara’ – foi tudo muito rápido, lembrou Denize.
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A vendedora relatou ainda que o adolescente já estava com as chaves do veículo nas mãos e estava dentro do carro, quando o marido voltou e entrou no carro pelo carona e reiniciou a briga, foi quando ela escutou os disparos.
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Quando vi, meu marido estava caindo no chão, o rapaz saiu correndo e entrou dentro de outro carro que estava esperando por ele. Alecsandro foi socorrido pela própria polícia, levaram ele para a UPA de Carapina, tentaram reanimá-lo, mas às 21h30 me contaram que ele havia morrido. Minhas filhas estão em estado de choque, a mais nova não está falando e a mais velha está dizendo que eu que estava sangrando, está tudo muito confuso”, afirmou a esposa da vítima.
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De acordo com Denize, o esposo já havia sido sequestrado há um ano e meio atrás, mas nada de mais grave chegou a acontecer.
Atirei porque ele queria pegar a minha peça”, disse o adolescente
O adolescente de 16 anos, afirmou que deixou a vítima retirar as filhas de dentro do carro, mas como a vítima tentou tirar a arma da mão dele, acabou disparando. “Enquadrei ele e pedi as chaves, aí ele me empurrou e disse que estava com as filhas, eu deixei ele tirar as meninas, depois ele veio me deu uma porrada na boca e tentou pegar minha peça. Atirei porque ele queria pegar a minha peça. Não queria matar ele não, não queria atirar em ninguém, agora vou ficar preso por três anos e nem sei o que vai acontecer”.
O acusado recebeu auto de infração por latrocínio e porte ilegal de arma de fogo. Ele será ouvido pelo juiz da Vara da Infância e Juventude da Serra, que irá definir para onde o adolescente será encaminhado.
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Alecsandro José da Silva será enterrado ainda nesta terça (28), no cemitério Jardim da Paz, na Serra.
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Comerciantes afirmam que assaltos são constantes.
Para os comerciantes da região, onde aconteceu a tentativa de roubo, que acabou com a morte de Alecsandro, afirmam que assaltos à mão armada e de veículos são constantes.
Não estamos seguros em lugar nenhum, eles roubam, assaltam e nada muda. Essa situação, como a de ontem, já aconteceu várias vezes, lógico com menos morte, mas é constante. Acredito que seja pela facilidade de fuga, os bandidos conseguem fugir para BR 101, Orla de Camburi e até pelo Contorno. O policiamento aqui é quase nulo”, disse o proprietário de uma banca de jornal, Franklin Soares.
Já a funcionária de uma doceria, Roseane de Oliveira, confirmou que os assaltos e roubos na região são constantes. “Olha, a gente sempre escuta uma conversa de que algum estabelecimento foi assaltado, uma pessoa foi roubada, mas como aconteceu ontem, é muito raro. A polícia passa por aqui, faz o patrulhamento, mas parece que os bandidos ficam de olho, esperando a polícia ir embora para poder agir. A situação é complicada”.