Acusada de “violar a paz dos mortos” por transar com defuntos deixa a cadeia

O tribunal de Gotemburgo (Suécia) decidiu nesta sexta-feira (30) que uma sueca de 37 anos, presa sob a acusação de comprar e vender partes de esqueletos humanos e de usá-los para jogos sexuais deve ser solta, segundo segundo o site de notícias The Local.

Ela foi presa em setembro. Nesta terça, a mulher foi acusada formalmente no Tribunal Distrital de Gotemburgo de “violar a paz dos mortos”. A promotoria não explicou como a mulher havia conseguido coletar os ossos humanos. Na seção confidencial da investigação há material indicando que ela usou partes dos esqueletos em situações sexuais.

Na terça-feira, o Ministério Público apresentou à imprensa evidências do suposto crime, incluindo dois CDs etiquetados com as seguintes descrições: “Minha necrofilia” e “Minha primeira experiência”. Os dois com arquivos de documentos e imagens.

Apesar da história bizarra, uma avaliação psicológica da mulher mostra que ela não é doente mental, no sentido legal do termo. Algumas das fotos mostram uma mulher lambendo um crânio. A acusação salienta que a mulher das fotos é a mesma que foi detida. Ela, no entanto, afirma que não ser a mesma pessoa que aparece nas imagens.

A promotoria acredita que a mulher está “fascinada” com a morte. De acordo com o Ministério Público, a sueca tem várias fotos de necrotérios e capelas, e documentos sobre como fazer sexo com pessoas recentemente falecidas.

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A promotoria também incluiu na peça de acusação imagens de um necrotério, encontradas em um compartimento secreto na casa da mulher, ao lado de sacos de corpos e de uma broca. A Polícia enfatizou, porém, que não há prova de que a mulher havia cavado sepulturas para desenterrar mortos. A mulher não se declarou culpada e afirmou que não tinha feito nada de ilegal.

De acordo com a acusação, a mulher também vendeu os crânios através da internet. A última operação foi entre a mulher e uma pessoa em uma sala na Suécia oriental. O comprador foi abastecido com três crânios e uma espinha dorsal.

O estranho caso chegou ao conhecimento da polícia por acaso depois que eles foram informados de que um tiro havia sido disparado do apartamento da mulher, em setembro. Ela também se gabava com algumas crianças vizinhas de manter facas e pessoas mortas no apartamento onde mora.

Quando os policiais entraram no apartamento, encontraram partes de um esqueleto e facas no quarto da mulher. Inicialmente, a mulher foi presa por suspeita de assassinato, mas a acusação já foi alterada para violar a paz dos mortos.

Se for considerado culpada, a mulher enfrenta penalidades que vão desde multas até um máximo de dois anos de prisão.