A relação esfriou? Veja como esquentá-la

Quando a frequência começa a diminuir, a relação não é mais muito prazerosa, o orgasmo fica mais difícil. Se isso começar a acontecer, é preciso parar e procurar entender onde está faltando o tempero da relação.

No começo, tudo caminha muito bem e com bastante animação por ambas as partes. Mas com o passar do tempo, aparece a rotina e a relação sexual pode ir esfriando. Às vezes, sem perceber, o casal substitui os encontros amorosos pela distância. Se o seu relacionamento passa por essa fase, é hora de virar o jogo e esquentar a relação.

O Vida Saudável convidou a psicóloga Eneida Von Eckhardt e a ginecologista e professora do curso de Medicina da Unesc Sandra Helena Pereira para falarem sobre o que leva um casal a esse distanciamento e o que eles podem fazer para reascender a chama.

A primeira atitude é ficar de olho na rotina. “Com o tempo, os casais tendem a cair na rotina e ela vai tornando a relação desestimulante e cansativa. O casal deve apelar para a fantasia, começar a lembrar do tempo de namoro. Quando existe o amor, existe uma motivação para resgatar esse relacionamento”, diz a professora.

Sandra recomenda o jogo de sedução entre os dois. “Mulheres adoram surpresas, jantares românticos e os homens gostam das mulheres com ‘roupinhas’ diferentes. Algo que faça estimular novamente a fantasia”.

Dedicar tempo com qualidade ao relacionamento é a dica da psicóloga Eneida Von Eckhardt . “Viajar, divertir-se, dividir as coisas difíceis também! Saber que pode contar com seu companheiro(a), há algo que dá mais prazer? Isso não lhe desperta o interesse? Não aguça o desejo?”, questiona.

A psicóloga destaca que cada pessoa tem características próprias e história de vida. Por isso, cada caso deve se visto individualmente. “O afastamento, o desinteresse sexual é como uma febre do afeto e da sexualidade. O que os afasta? É um sintoma do casal ou do tipo/qualidade de vida que estão levando?”, indaga.

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Eneida orienta os casais a lembrarem que o relacionamento e a vida sexual são investimentos e, como todo investimento, a pessoa deseja retorno.

O que está acontecendo?

Que tal pensar na vida do casal ou da família como um todo? Uma resposta geral seria lembrar que a cama começa fora dela. Como andam os planos em comum? A parceria? Tenho vivido só em função de mim mesmo ou só em função do outro? Nenhum dos dois extremos é bom. E o trabalho de cada um? Tudo conta.

Mudar não é esfriar

Casais que estão juntos há tempos relatam que há modificações, sim. Modificar é diferente de esfriar. Há muitas coisas fora da cama que a determinam. Mas se o desejo pelo outro se foi pode se pensar que o vínculo também. Há casos nos quais as pessoas sofrem de muitas dificuldades e isso se sobrepõe ao afeto, fazendo dar a impressão que não há mais interesse, mas na verdade existem grandes problemas a serem superados.

Sinais de alerta

Quando a frequência sexual começa a diminuir, a relação não é mais muito prazerosa, o orgasmo fica mais difícil. Se isso começar a acontecer, é preciso parar e procurar entender onde está faltando o tempero da relação. Outros sinais são o brilho do olhar que foi embora, pouca disponibilidade, mau humor e a falta de cuidado com o outro.

Tem que falar

O diálogo é essencial porque nenhum parceiro tem bola de cristal. É a própria pessoa que conhece as suas vontades. A franqueza é essencial.

Nascimento dos filhos

No nascimento dos filhos há uma grande modificação na dinâmica do casal, mas pode haver até uma aproximação afetiva entre o homem e a mulher, mesmo que isso não represente o ápice da vida sexual deles. Eles devem se lembar que sexualidade não é compreendida apenas pela vida sexual em si, mas de forma ampla na busca das realizações que tragam prazer.

Invista no bom dia

O cortejo sexual começa ao acordar. Dê um super carinho logo cedo. Durante o dia mande um torpedo um pouco mais picante. Faça o parceiro sentir que você tem o desejo, porque o desejo de um atiça o do outro.

(Fontes: psicóloga Eneida e ginecologista Sandra Helena)