HOSPITAL DE MANTENÓPOLIS – CONTINUA O IMPASSE.

41 Rumores na cidade de Mantenópolis e nos distritos de São José, Santa Luzia e São Geraldo indicam que haverá uma nova mobilização em prol do Hospital local hoje, dia 18/04/2015 às 10 da manhã, segundo informações de populares.

A prefeitura recentemente sofreu uma recomendação do ministério público local, com a alegação de que tal instituição não estaria enquadrada nos parâmetros legais e que diante da precária infraestrutura física e de recursos humanos, bem como das pendências judiciais contraídas pela Associação São Vicente, anteriormente gestora administrativa, financeira  da unidade hospitalar e por falta de certidões, se tornando ilegal o repasse do município a entidade, onde o município tomou a frente das atividade, implantando o PA.

O hospital de Mantenópolis,  antes do primeiro fechamento,  desenvolvia suas atividades normalmente, atendia em média entre 1.000 a 2,000 pessoas por mês. Esta demanda aumentava durante os períodos das estações mais frias com o aumento significativo das doenças típicas de inverno tais como bronquite, sinusite, amigdalite entre outras complicações respiratórias de considerável significância clínica, que acomete principalmente na maioria dos casos, crianças e idosos, alega uma ex-funcionária do hospital.

O sr Hildebrando, diretor do hospital, sr. Regino, presidente da entidade e o sr, Euclides, contador, organizou uma sociedade beneficente e nos últimos anos pleiteou a reforma geral do hospital, que teve massivo apoio dos principais segmentos da comunidade mantenopolitana, tal como o comércio, igrejas, iniciativa privada, que contribuíram com materiais de construção, dinheiro, mão de obra, etc. O sr Hildebrando e o sr Regino relatam que foi muito trabalho solitário, muita luta, mas alimentados com a esperança de que iriam resgatar esta instituição, investindo até o próprio dinheiro e recebendo trabalhos filantrópicos de moradores simpáticos à causa de revitalização.

A reinauguração do Hospital renovou as esperanças dos mantenopolitanos, sendo que em geral, todos os atendimentos de maior complexidade estavam há dois anos sendo feitos nas cidades vizinhas, (E que voltaram a ser com a implantação do PA)  e cujo custo de deslocamento quando feitos particularmente não são cobertos ou ressarcidos pelo SUS, tornando tratamentos de doenças mais graves embutidos com uma despesa extra que consiste nos gastos com transportes, hospedagem e alimentação. Geralmente pacientes mais debilitados precisam de acompanhantes, o que torna obviamente o tratamento mais oneroso e cansativo do que se fosse feito em um hospital de seu domicílio.

A primeira expressão de revolta ocorreu em um evento de protesto no dia 05/04/2015, contando com pelo menos 300 pessoas, que contaram com o apoio ativo dos vereadores, que ajudaram a unificar e levar adiante as reivindicações ali propostas. Todos de mãos dadas rezaram e fizeram um cordão humano simbolizando um abraço ao hospital. Esta primeira manifestação desencadeou outro movimento uma semana depois que tomou proporções bem maiores e alcançou a comoção de toda a sociedade, quando no dia 12/04/2015 foi realizada outra passeata apartir do hospital em questão em direção ao fórum local, tomando proporções maioreis com a adesão de outros simpatizantes durante o trajeto,  e depois seguiram para o portão da residência do então promotor , que não se encontrava na cidade e não pôde receber a multidão que pacificamente bradava palavras de ordem e cantavam o hino nacional. Nenhum incidente porém foi registrado, e estima-se segundo cálculos superficiais, que somava-se em torno de 1.200 pessoas participando ativamente. Praticamente se viu ali pessoas de todas etnias, classes sociais e idades. Crianças, idosos, grávidas, crianças de colo mães, famílias inteiras em um momento históricamente inédito na história do município. A passeata teve a duração de três horas e a adesão foi indiscutivelmente significante.

Presume-se que cerca de 2,000 pessoas participem do próximo movimento, segundo o que nos relatou o sr Hildebrando. Chamado de MOVIMENTO AMIGOS DO HOSPITAL, o movimento repercutiu em tôda a região, e presseguem com o propósito de atingir a atenção de setores da administração pública local e estadual, do ministério público e da imprensa, e tem como foco a revisão dos fatos que culminaram no rebaixamento do hospital na condição de PA (posto de atendimento) e abrir as portas para o diálogo e o consenso, ao reverter a situação com a retomada do funcionamento daquela unidade e renegociação das pendências financeiras, judiciárias e administrativas.

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Mantenópolis ES, oficialmente e docemente apelidada de CIDADE DA PAZ faz jus ao título, diante da forma como ocorreu o protesto, pudemos ver de perto o grau de união, interação, pacividade e consciência social desta comunidade. Segundo o Sr Hildebrando, relata que não quer confrontar as leis, e nem ajustá-las às suas conveniências, mas que o Dr Izais, principal protagonista deste episódio polêmico, com sua reconhecida e constituída autoridade e como um sêr humano de reconhecido espírito de justiça, abra oportunidades para que esta situação se reverta e todos afinal possam prosseguir lutando para o progresso do município, assumindo a independência e soberania de forma efetiva e sustentável.

Fonte: Redação sitemantenópolis – Direitos reservados.

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